Alergias, Asma, Doenças Cardiovasculares e COVID-19

02/09/2020

Com os dias a ficarem mais longos, as flores a despontarem e as borboletas a saudarem o ar mais quente, concluímos que a Primavera já chegou! Esta época do ano é fértil em promessas e excitação. A transbordar por antecipação, por um novo começo e perpectivas para que tudo venha a ser melhor. É no entanto, (com muito lamento de todos) que a época seja muito abundante em pólen e pó, os quais são por si dos principais catalizadores das alergias sazonais e da asma.

 

Ano após ano são muitos os que conseguem gerir o bom, com o mau – as alergias e delícias da estação mais quente equilibram a temida irritação e mal-estar que são causados pela febre do feno, e asma. Este ano as coisas são um pouco mais desafiantes, já que temos também de lídar com o COVID-19.

 

Embora nos tempos actuais não existam dados que comprovem que aqueles que sofrem de alergias e asma estão em maior risco de contrair COVID-19, a natureza do mais recente vírus é suficiente para injectar o medo naqueles que sofrem destas condições comuns. Para que se possa compreender a ligação entre alergias e COVID-19, temos necessidade de compreender em primeiro lugar, as alergias sazonais e a asma.

 

Estas condições comuns afectam milhões de pessoas e ocorrem quando o sistema imunitário reage a catalizadores (pólen, pêlos de animais de estimação ou outros, alimentos, exercício). Qualquer delas apresentam sintomas únicos, – as alergias deixam-nos com comichão nos olhos, olhos lacrimejantes; comichão e pingo no nariz; espirros; congestão nasal e corrimento retro nasal, enquanto a asma provoca o aperto e inchaço  das  vias respiratórias, obrigando à produção de muco adicional que o deixa sem poder respirar. Pode ainda provocar a tosse, chiado e falta de ar.

 

Embora estes sintomas sejam idênticos aos verificados pelo COVID-19, em nada estão relacionados. O novo vírus COVID-19 é conhecido pelo súbito aparecimento de enfermidades como são as febres altas, arrepios, dores no corpo, problemas gastro intestinais e dores de cabeça severas. Todos quanto sofrem podem ainda ter falta de ar, urticária, erupções cutâneas e dores de garganta. As alergias e a asma não exibem este tipo de sintomas.

 

As pessoas que sofrem de alergias geralmente não correm maior risco de sofrer complicações graves se vierem a ser infectadas com coronavírus; no entanto, o mesmo não pode ser dito em relação aos asmáticos. As pessoas que têm asma precisam de ser mais cautelosas, porque embora a condição em si não as torne mais susceptíveis de contrair o vírus, torna-as todavia mais propensas a desenvolver complicações graves ao ficarem infectadas.

 

A investigação, embora limitada, demonstrou que os asmáticos, desde moderados a graves, se encontram no grupo de alto risco de desenvolver complicações graves quando infectadas pela doença viral. Por conseguinte, os asmáticos são instados a dar prioridade à obtenção e manutenção da sua asma, cuja deve estar sempre sob controlo com a medicação certa para ajudar a evitar uma crise grave, no caso de virem a contrair COVID-19. São também encorajados a serem mais cautelosos em termos de seguir medidas preventivas do coronavírus, tais como a lavagem das mãos, desinfecção, uso de máscaras e distanciamento social.

 

Medidas a tomar se a sua asma for de moderada a grave

 

* Mantenha a sua asma sob controlo, ao seguir o seu Plano de Acção contra a Asma;

* Continue a tomar a sua medicação actual, incluindo quaisquer inaladores com      costicosteróides;

* Use o seu inalador correctamente;

* Evite os causadores da sua asma;

* Faça questão de ter sempre em mão abastecimento da sua medicação, é importante que dê para cada prazo de 30 dias (no mínimo);

* Contacte o seu médico se tem preocupações com a sua saúde ou se percebe que está doente;

* Pessa a um membro da sua casa, que não sofra de asma, que limpe e desinfete os seus aposentos para evitar ao máximo a presença de causadores de asma, tal como é o pó;

 

O mês de Setembro não é apenas simbólico para a Primavera, mas é também simbólico para o músculo mais essencial do nosso corpo – O CORAÇÃO. O mês de Fevereiro simboliza o amor, enquanto o mês de Setembro representa, SAÚDE  DO CORAÇÃO;

 

Tem sido amplamente relatado que as doenças cardiovasculares também desenpenham um papel importante na forma como o nosso corpo reage ao COVID-19. De acordo com médicos especialistas, todos aqueles que têm problemas cardíacos subjacentes apresentam maior risco quando se trata do vírus. Não só as pessoas que vivem com problemas cardíacos têm o sistema imunitário mais fragilizado (e por isso são mais susceptíveis a contrair coronavirus) como também ao serem infectados, acabam por sofrer de complicações graves.

 

Uma das principais razões é que o coração e os pulmões trabalham em conjunto para que seja mantida a oxigenação, de modo que, quando os pulmões são afectados por uma doença repiratória, o coração também apanha muita pancada (perdão pelo trocadilho). É por isso que os médicos especialistas recomendam a todos quantos de alguma forma sofrem de doença cardiovascular que sejam extremamente cautelosos, e atentos ao COVID-19, siga rigorosamente os protocolos de higiene e pratique distanciamento social.  Para além disto, estes indivíduos devem continuar a tomar a sua medicação, salvo informação contrária pelos seus médicos.

 

 

Quer seja alérgico, asmático ou tenha problemas cardiovasculares, e ao perceber que tem os sintomas do coronavirus, não fique à espera! Contacte um médico de imediato. No que diz respeito a esta doença, o tempo é factor de extrema importância.

 

Medidas a tomar se sofre de doenças cardiovasculares

 

  • Tome a medicação conforme prescrita;
  • Siga a dieta e actividade física aconselhadas pelo seu médico;
  • Mantenha em mão o abastecimento dos medicamentos, para cada prazo de 30 dias( no mínimo) para as suas doenças cardíacas, devem estar incluidos medicamentos para o colesterol elevado e, para hipertensão..
  • Contacte de imediato o seu médico logo que se sinta doente;
  • Não deixe atrasar tratamentos que podem salvar a vida, nem tão pouco os cuidados de emergência.